Faço-o por instinto,
enquanto outros o fazem por observação.
Não sei ao certo quando o aprendi,
mas sei que não preciso desta lição.
É o meu subconsciente que me guia
e tem quase sempre razão,
por isso confio nele
e dispenso a verificação.
Para mim, esta aula
não merece adoração.
Se me quer ensinar algo
então não fale sobre pontuação
pois, neste momento,
a minha visão está desfocada,
a minha atenção não é vista nem achada
e a minha inteligência sente-se insultada.
Onde "Tudo" pode saber a nada, onde "Pouco" pode ser suficiente e onde "Nada" pode significar tudo!
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28 de fevereiro de 2011
27 de julho de 2010
Refúgio
Sinto-me vulnerável,
Demasiado frágil
Para enfrentar este mundo.
Estou instável
E pouco ágil.
Tenho medo de ficar no fundo
E não conseguir sobreviver à tempestade.
Tenho medo de me afogar
Sem descobrir a verdade.
Tenho medo de falhar
E perder a dignidade.
Preciso de um abrigo,
De um refúgio.
Quero fugir ao castigo
Que não deveria suportar.
Quero um sítio
Onde possa descansar.
Tenho de me esconder dos pensamentos
E ignorar os tormentos.
Tenho de escrever
Para não enlouquecer,
Porque por muito que procure,
O meu refúgio está aqui,
No papel onde escrevo
As palavras que desejo.
Demasiado frágil
Para enfrentar este mundo.
Estou instável
E pouco ágil.
Tenho medo de ficar no fundo
E não conseguir sobreviver à tempestade.
Tenho medo de me afogar
Sem descobrir a verdade.
Tenho medo de falhar
E perder a dignidade.
Preciso de um abrigo,
De um refúgio.
Quero fugir ao castigo
Que não deveria suportar.
Quero um sítio
Onde possa descansar.
Tenho de me esconder dos pensamentos
E ignorar os tormentos.
Tenho de escrever
Para não enlouquecer,
Porque por muito que procure,
O meu refúgio está aqui,
No papel onde escrevo
As palavras que desejo.
30 de março de 2010
Escrita
No outro dia, dei por mim a vaguear entre textos que escrevi há mais de dois anos. É engraçado como me esqueço do que escrevo, mas é grave esquecer-me de que senti aquilo que ficou gravado em palavras. As mudanças às vezes impressionam-me. Elas ensinam-me que necessitam de pouco tempo para se fazer notar e que nem sempre são boas. Ao olhar para o que escrevi, vejo que mudei, que o que sinto hoje não é igual ao que senti antes, que o que me irá assombrar no futuro não são os mesmos fantasmas do passado, mas também vejo que a minha escrita necessita de uma motivação que nem todas as pessoas me conseguem proporcionar.
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