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16 de fevereiro de 2011

Chora

Não tenhas medo de chorar,
não me vais deixar triste.
Chora, que eu preciso do teu choro.
Deixa o teu sorriso para amanhã
e vem lavar-me a alma hoje.
Quero as tuas lágrimas na minha pele,
na minha face, na minha roupa.
Chora, que eu já não tenho forças para o fazer.
Fá-lo por mim,
que eu colo as minhas mágoas às tuas lágrimas,
para que sejam levadas na enxurrada,
apagando qualquer sinal da sua existência.


Estás a chorar,
obrigada céu.

23 de janeiro de 2011

Serenidade

Chove.
Chove e as gotas fazem barulho na persiana.
O frio trespassa a janela e gela os ossos.
Serenidade.
É isso que esta chuva me traz.
Acalma os meus devaneios
e não pede nada em troca.
Limito-me a ouvi-la
e a contemplá-la.
Nada quero fazer,
nada devo esperar.
Nesta noite de inverno,
não me vou sufocar,
porque chove e nada mais acontece,
só chove.
Chove.