Aviões pairam sobre mim. Não os consigo ver por entre os ramos das árvores, mas consigo ouvi-los, assim como oiço a corrida veloz da água que passa ao meu lado. Verde. Tudo aqui é tão verde como na terra que deixei para trás. Tenho o meu pedaço de paraíso aqui neste lugar. Os pássaros dizem-me olá, as folhas sucumbem à fraqueza do caule e os patos discorrem sobre assuntos misteriosos. Podes não fazer parte do meu Alentejo, mas fazes parte do meu coração. És o meu porto seguro em dias de tempestade e a minha inspiração em dias vazios. Gosto de me passear pelos teus labirintos, de reparar nos teus pormenores, de me perder nos teus encantos. Foste dos primeiros lugares neste sítio outrora desconhecido a receber a distinção de "lugar especial". E assim continuas, especial como sempre.
Onde "Tudo" pode saber a nada, onde "Pouco" pode ser suficiente e onde "Nada" pode significar tudo!
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
24 de fevereiro de 2011
6 de janeiro de 2011
Dançamos?
Corpo inquieto,
espírito indomável.
No meio deste desassossego,
a minha vontade é inquebrável.
Quero ir para a rua,
quer seja o sol ou a lua
quem irei encontrar.
Quero caminhar pela cidade,
sentir a sua cumplicidade
e deixar-me embalar.
Esta vontade não me abandona
e o contrário também não queria.
Pretendo vaguear toda uma noite
e todo um dia.
Talvez quem sabe,
nos cheguemos a encontrar,
numa qualquer calçada,
num qualquer lugar.
E se já não quisermos caminhar,
pois não sabemos por onde andamos,
irei perguntar:
-Dançamos?
espírito indomável.
No meio deste desassossego,
a minha vontade é inquebrável.
Quero ir para a rua,
quer seja o sol ou a lua
quem irei encontrar.
Quero caminhar pela cidade,
sentir a sua cumplicidade
e deixar-me embalar.
Esta vontade não me abandona
e o contrário também não queria.
Pretendo vaguear toda uma noite
e todo um dia.
Talvez quem sabe,
nos cheguemos a encontrar,
numa qualquer calçada,
num qualquer lugar.
E se já não quisermos caminhar,
pois não sabemos por onde andamos,
irei perguntar:
-Dançamos?
5 de novembro de 2010
Viagem
Final de tarde em Lisboa. Apanho o autocarro para casa. O Sol que ainda brilha aquece-me a alma, a música que oiço embala-me o espírito e, quando dou por mim, já estou no meu mundo, longe de tudo e de todos. Os meus olhos passeiam-se pela paisagem, mas nem reparo no que vejo. Estou demasiado enlevada pelos meus pensamentos para me preocupar com o que quer que seja. Como gostaria de continuar assim, sentada no banco, a olhar pela janela. Desejo não ter de carregar no Stop, não ter de descer na minha paragem, não ter de me despedir do meu mundo. Quero que o autocarro nunca pare, que a viagem continue, que os pensamentos fiquem. É só isso que preciso.
1 de julho de 2010
"Esta é a nossa rua"
Assim se chama o documentário que vi hoje na RTP1, sobre a diversidade cultural que existe na Avenida Almirante Reis, em Lisboa. Se tivesse visto este documentário o ano passado, poderia estar incluída no pronome possessivo que figura no título, mas já não pertenço a este mundo. Não posso dizer que conheço aquela Avenida como a palma das minhas mãos, mas foram inúmeras as vezes em que os meus pés pisaram a sua calçada, em que os meus olhos desfilaram sobre as suas fachadas, em que os meus ouvidos foram embalados pelos seus sons. Por vezes, quando sinto vontade de me refugiar, é nesta Avenida que penso, é para lá que o meu espírito voa, com vontade de não voltar. Não sei ao certo porque me fascina esta artéria de Lisboa , talvez porque foi o primeiro sítio que me fez sonhar com a vida académica, que me acolheu de braços abertos e que testemunhou os meus sofrimentos e alegrias do início do meu sonho de independência. Sinto falta de ter esta Avenida sempre ao meu lado, de ser embalada por ela, de despertar com ela, de viver com ela. Por ventura ainda sou capaz de voltar a ter esta Avenida como morada; por enquanto, visito-a quando posso, demonstrando-lhe que nunca me esquecerei dela.
13 de maio de 2010
Paragem de autocarro
Final de tarde, início de regresso a casa. O painel marca 12 minutos para o 22, mas estes painéis nunca são de fiar. Sento-me no banco e aprecio a Avenida. Há pouco trânsito e poucas pessoas na rua. O sol, já enfraquecido, lança os seus ténues raios contra a cidade. Tudo parece calmo... Somente este vento frio que apareceu me faz sentir desconfortável. Enquanto estou à espera, este texto ganha vida na minha mente. Já me habituei à maneira como as palavras me invadem o pensamento, vindas do nada, e criam um turbilhão de emoções.
O autocarro chega. O painel marca 3 minutos. Eu bem vos disse que eles não são de fiar.
9 de maio de 2010
World Press photo 2010
Sem dúvida uma das melhores exposições que já vi até hoje. Além da qualidade técnica e artística das fotografias, encantei-me com a capacidade e a genialidade que os diferentes fotógrafos tiveram em captar os sentimentos e todo o misticismo que envolviam os momentos fotografados. É necessário um "estômago forte" para conseguir ver determinadas fotos que estão expostas, visto que muitas delas retratam cenas de guerra e de violência extrema. Durante a visita a esta exposição, dei por mim a pensar "Como é que estes fotógrafos conseguiram fotografar isto? Como é que não fugiram de medo? Como é que tiveram coragem?" Pois é, a verdade é que tiveram toda a coragem e sangue frio para imortalizar, de um modo extraordinário, os mais variados e impressionantes momentos. Mas não se deixam intimidar pelo conteúdo violento de certas fotografias, arte é arte, e estas pessoas sabem fazê-la muito bem.
World Press Photo 2010, no Museu da Electricidade, até 23 de Maio 2010.
Vão! Vale MUITO a pena!
4 de maio de 2010
Vida Universitária #2
Parece que foi ontem que trajei pela primeira vez, mas não, ontem foram os nossos caloiros que trajaram pela primeira vez. Como o tempo passa. Há um ano era eu que estava ajoelhada na minha capa a levar com cerveja na cabeça, a ouvir os meus padrinhos (os melhores que alguma vez poderia ter escolhido)a fazerem os seus discursos e a sentir a emoção do traçar da capa. Foi há um ano que chorei ao pé da Sé e que recebi um dos melhores abraços de sempre. Nunca esquecerei o que senti naquele dia.
Se há memórias que devem ser sempre trazidas à luz do dia, a da Serenata de 2009 é sem dúvida uma delas.
A Tradição vai estar sempre presente de mãos dadas com o Orgulho.
"OH LETRAS O MELHOR QUE HÁ! HEY!"
14 de março de 2010
Vida Universitária #1
Sexta-feira. Dia de sol. Ressaca da festa. 15:45h. "-Não temos aula. 'Tá um aviso na porta do Anf." Primeira reacção: euforia! Reacção seguinte: "-Fogo! Há duas horas que 'tamos aqui na faculdade sem fazer nada à espera desta aula!" Destino: entrada principal da bela Faculdade de Letras. Poiso: escadaria iluminada pelo Sol da tarde. Fazer Sudokus. Trocar conversas. Avisar colegas sobre o não comparecimento da Prof. Encontrar conforto no calor do dia. Entoar a melodia dos risos cúmplices. Sentir a alma viva!
Os melhores prazeres da vida são sem dúvida os mais simples!
(E ter amigas como as minhas é sempre uma diversão, mesmo que não tenhamos nada para fazer. xD)
Subscrever:
Mensagens (Atom)