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1 de fevereiro de 2011

Meu pedaço

Por vezes fujo de ti, mas não é por mal. Por vezes ficamos demasiado tempo separados e as saudades crescem exponencialmente, mas eu nunca me esqueço de ti, nem conseguiria se o quisesse. És parte de mim, és a minha essência e o meu amor. O meu grande amor. Foste tu que me viste crescer, que me viste cair e levantar, que me ensinaste a apreciar a Natureza. És tu que me acolhes quando sinto as forças a esgotarem-se, que me ajudas a pôr os pensamentos em ordem, que me mostras beleza mesmo num dia cinzento. É incrível como depois de tantos anos ainda me consegues deixar sem fôlego. Ainda tens a capacidade de me deixar extasiada e de me fazer sentir a levitar.

Hoje abracei-te, como já não o fazia há muito tempo, e tu sorriste, mostraste-me todo o teu esplendor e relembraste-me de que, por muito que eu fuja, voltarei sempre a ti, nem que seja para um só abraço, porque és parte de mim, meu pedaço de Alentejo.

18 de janeiro de 2011

Meu querido Alentejo

Apetece-me escrever-te uma carta dizendo tudo o que sinto por ti, quer seja bom ou mau. Tenho tanto para te contar e ainda temos tanto para partilhar, mas não vale a pena escrever as minhas palavras para que as possas ler, estou aqui contigo, vou segredar-tas ao ouvido.



Querido Alentejo...

29 de março de 2010

Natureza

Tenho saudades de viver no campo, de olhar pela janela do meu quarto e ver de um lado o Cerro da Inês e, do outro, o Castelo; de esticar-me sobre a relva sempre que me apetecia;de brincar com o meu cão; de andar de tractor com o meu avô; de ajudar o meu pai a cuidar dos animais; de sentir o cheiro a terra molhada no Inverno e de subir às laranjeiras no Verão. Tenho saudades de tanta coisa daquele sítio (mas não daquela vida). Podem chamar-me miúda do campo ou gente do monte, pouco me interessa. O meu coração é selvagem como as flores que despontam livremente no verde que se perde de vista. E tenho orgulho nisso. Sinto-me ligada à Natureza todos os dias da minha vida. De certo não seria a mesma pessoa se não tivesse crescido onde cresci e como cresci. Todos nós devíamos passar a nossa infância junto da Natureza, só assim nos conseguimos tornar mais humanos.